Guia do método

Sete quadros.
Sete perguntas que a reunião de 15 minutos responde.

Gestão diária vem da indústria enxuta: em vez de relatório mensal, uma conversa curta todos os dias na frente de um quadro visual. O GD traz essa prática para o escritório, já ligada aos fluxos que você roda na e-brom. Cada GD acompanha um fluxo — nada é genérico para a empresa inteira.

  1. Variáveis de controle

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    Estamos no ritmo combinado?

    É o placar do dia. De um lado, o que o time se propôs a entregar; do outro, o que realmente saiu. A diferença entre os dois é o assunto da reunião da manhã.

    • Tabelas calculadas ao vivo a partir dos fluxos do e-brom — sem digitação
    • Linhas manuais quando o número mora fora do sistema
    • Gráfico diário de planejado contra entregue, fácil de ler em pé

    Na prática: Você enxerga o desvio no dia 3, não no dia 30.

  2. Cadeia de ajuda

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    Travou. Quem me ajuda, e em quanto tempo?

    Uma escada de socorro definida antes do problema aparecer. Nível 1 é o colega ao lado, nível 2 o coordenador, e assim por diante — cada um com um tempo máximo de resposta.

    • Quem ajuda em cada nível e exatamente o que essa pessoa deve fazer
    • Tempo de espera até o caso subir para o próximo nível
    • Acionada por um atraso real do fluxo, não por percepção

    Na prática: Pedir ajuda deixa de ser vergonha e passa a ser procedimento.

  3. Compromissos

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    Quem responde por cada parte?

    O mapa de responsáveis do fluxo. Nome, área e papel de cada pessoa, visível para todo o time.

    • Área e responsável explícitos
    • A responsabilidade que a pessoa assumiu, com palavras dela
    • O papel que ela ocupa dentro daquele fluxo

    Na prática: Fim do “achei que era o outro que ia fazer”.

  4. Solução de problemas

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    Onde exatamente o trabalho emperrou?

    Aqui o time separa sintoma de causa. Registra o ponto exato da parada, quanto custa resolver, quanto vale resolver — e o que ficou combinado.

    • Ponto de causa, esforço necessário e impacto esperado
    • Solução acordada e registrada com data
    • Sugestões a partir dos gargalos já detectados no fluxo

    Na prática: Prioriza o que dá mais resultado com menos esforço.

  5. A3

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    Como resolver de vez, e não remendar?

    O A3 é uma folha de análise criada na Toyota: cabe numa página e força clareza. Serve para o problema grande, aquele que volta sempre.

    • Problema descrito com fato e número, e o diagnóstico
    • Causa-raiz pelos 5 porquês, sem pular etapa
    • Plano de ação com responsável, prazo e verificação

    Na prática: Transforma reclamação recorrente em projeto com dono.

  6. Responsabilidades

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    O que é obrigatório em cada dia da semana?

    A rotina que sustenta o fluxo: conferências, envios, revisões. Simples, repetitiva — e a primeira coisa que cai quando o dia aperta.

    • Ações recorrentes organizadas por dia da semana
    • Marcação de concluído, visível para o time
    • Escalonamento automático quando a rotina não acontece

    Na prática: O básico bem-feito para de depender da memória de alguém.

  7. Propósito

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    Por que vale gerenciar isso de perto?

    Uma frase curta que lembra o time do motivo, mais os indicadores acompanhados no ano. Quadro sem propósito vira burocracia em duas semanas.

    • O motivo pelo qual este fluxo é gerenciado de perto
    • Indicadores acompanhados por ano e por mês
    • Metas sempre definidas por uma pessoa, nunca por automatismo

    Na prática: Dá sentido à reunião diária e sustenta o hábito.

A memória do escritório, e um copiloto que a consulta

Cada A3, cada solução e cada conversa deixa um rastro. O time confirma quais fatos valem virar memória do GD — e, a partir daí, o copiloto responde ancorado nessa memória, nos quadros salvos e no previsto x realizado. Quando a informação não existe, ele diz que não existe, em vez de inventar. É assim que o conhecimento para de sair pela porta junto com quem se desliga.